| 11 | Física Reação Eu gostaria de pensar em ti sem rancor, Não sentir tanta falta de voce aqui comigo, Mas meu coração não compreende, Não entende as viscitudes da vida, E a capacidade de abandonar... Ele é tão cego e tão surdo, Aos sons das necessidades do dia-a-dia, Que lhe é impossivel compreender o abandono, O seu desterro nesta solidão fria, Seja ele por qual motivo for... Meu peito dói e encolhe-se em espasmos, Uma dor seca e profunda sem igual, Talvez por isso meus ignorantes olhos , Tem insistido tanto em verter lagrimas, E banhar meu peito em uma umidade vã.... Todo meu ser anseia e debate-se, Venera e grita pelo sonho perdido, Em caimbras extremas e insuportáveis, Nem um só grito se ouve por fora, Mas dentro, torna-se impossivel suportar, A cacofônia de lamentos e gritos roucos. Se não vier em um breve espaço de tempo, O colapso eminente criara outro eu, E do antigo só poder-se-a ver um fossil, E ter-se uma tenue lembrança doce, Dos Sorrisos que tua existência imprimia, Nos laáios, agora mortos e ressequidos. Não estou a falar da morte fisíca, Tão facil de ser vencida e dominada, Com o simples gesto de aliar-se a ela, Falo do fim advindo da mudança radical, Um o que com que tem-se que conviver, Sem se deixar de lembrar jamais.... |